Literatura Brasileira • Modernismo de 1922Rapsódia modernista & antropofagiaEnsino Médio & ENEM

Exercícios sobre Macunaíma para o ENEM: 20 questões com gabarito

Pratique com 20 exercícios comentados sobre Macunaíma, de Mário de Andrade. Rapsódia modernista, antropofagia, Carta pras Icamiabas, questões e dicas para o ENEM.

20 exercícios comentados com gabarito oficialPublicação original (1928) • Análise módulo a móduloDuração estimada: 35 a 50 min

Publicado em 1928 por Mário de Andrade, Macunaíma: o herói sem nenhum caráter consolidou-se como a obra máxima da primeira fase do Modernismo brasileiro e uma das criações mais geniais da literatura nacional. Definido pelo próprio autor como uma rapsódia, o livro funde lendas indígenas amazônicas registradas pelo etnólogo alemão Theodor Koch-Grünberg, folclore popular e o choque modernizador da metrópole paulistana. Em estreita conformidade com a Base Nacional Comum Curricular (EM13LGG101, EM13LGG102 e EM13LGG401), esta bateria de 20 exercícios comentados examina a jornada de Macunaíma na recuperação do amuleto muiraquitã contra o gigante Venceslau Pietro Pietra (Piaimã), a desconstrução crítica do mito do indígena idealizado do Romantismo do século XIX, a paródia do cultismo lusitano na antológica Carta pras Icamiabas e a celebração da “fala impura” brasileira. Pratique a seguir com gabaritos detalhados, refutação de distratores e dicas exclusivas voltadas para o ENEM e os vestibulares mais concorridos do país!

1Questões 01 a 05
5 exercícios comentados

Módulo 1: O herói sem nenhum caráter, gênese e nascimento mítico (Capítulos I a IV)

Acompanhe a gestação e os primeiros passos de Macunaíma no fundo do mato-virgem: o nascimento paradoxal no Rio Uraricoera, a conquista do amuleto da Mãe do Mato, as transformações corporais, a perda do talismã sagrado e a dessacralização radical do heroísmo romântico alencariano.

01
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O conceito de 'herói sem nenhum caráter' e a recusa do trabalho

A célebre frase-lema de Macunaíma — "Ai! que preguiça!" — e o subtítulo da obra ("o herói sem nenhum caráter") funcionam como pilares da construção do protagonista. No projeto estético e sociológico de Mário de Andrade, essa caracterização expressa:

Selecione a alternativa correta:

Gabarito e resolução comentada

Alternativa correta: B
Em Macunaíma (1928), Mário de Andrade desconstrói a tradição romântica do século XIX, que criara heróis ufanistas e moralmente irrepreensíveis (como o Peri de José de Alencar). O subtítulo 'o herói sem nenhum caráter' não tem sentido meramente acusatório ou moral de falta de vergonha; aponta para a ausência de uma fisionomia psicológica e identitária definida: o brasileiro é uma entidade fluida, em constante mutação e caldeamento cultural. Além disso, a preguiça visceral e a recusa de Macunaíma ao trabalho mecânico funcionam como recusa ativa à disciplina alienante do capitalismo e da ordem burguesa nascente.
Dica de ouro ("Pulo do gato" para provas):
Hack do ENEM: Macunaíma é uma RAPSÓDIA, não um romance tradicional! O protagonista NÃO tem caráter porque a nação brasileira ainda não possuía contornos psicológicos ou morais fechados: era um mosaico em permanente devir e assimilação antropofágica.

Gabarito oculto para você praticar primeiro!

Escolha uma alternativa acimaou

Mário de Andrade escreveu a primeira versão de Macunaíma em apenas seis dias, em dezembro de 1926, na chácara de seu primo em Araraquara (SP), movido por um verdadeiro transe criativo após devorar os relatos de viajantes europeus.

02
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O nascimento no Uraricoera e a multiplicidade étnica originária

No primeiro capítulo, o narrador relata: "No fundo do mato-virgem nasceu Macunaíma, herói de nossa gente. Era preto retinto e filho do medo da noite... a índia tapanhumas pariu uma criança feia". Essa concepção mítica e paradoxal do nascimento simboliza:

Selecione a alternativa correta:

Gabarito e resolução comentada

Alternativa correta: C
Ao descrever Macunaíma como um bebê 'preto retinto', gerado pelo 'medo da noite' no ventre de uma 'índia tapanhumas' no coração do mato amazônico (Rio Uraricoera, atual Roraima), Mário de Andrade opera uma radical fusão das matrizes étnicas (indígena e afrodescendente). Essa abertura implode a representação aristocrática e europeizada dos indígenas do Romantismo (como Peri e Iracema), substituindo-a por uma gênese híbrida, multifacetada e livre de purismos biológicos, fundando o 'herói de nossa gente' como encarnação da própria síntese cultural brasileira.
Dica de ouro ("Pulo do gato" para provas):
Hack do ENEM: A abertura de Macunaíma é uma resposta direta à tradição romântica do século XIX. Em vez do índio esculpido em mármore clássico europeu, temos um herói nascido da escuridão, sincrético, astuto e com fisionomia desafiadora.

Gabarito oculto para você praticar primeiro!

Escolha uma alternativa acimaou

Mário de Andrade inspirou-se nas lendas indígenas colhidas pelo antropólogo alemão Theodor Koch-Grünberg na obra 'Vom Roraima zum Orinoco' (1916-1928), reescrevendo livremente os mitos de Makunaima e seus irmãos.

03
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Ci, Mãe do Mato e a conquista da muiraquitã

O encontro tumultuoso e burlesco de Macunaíma com Ci, a Mãe do Mato e rainha das icamiabas, resulta na sagração do herói como "Imperador do Mato-Virgem". Após a morte do filho e a transformação de Ci na estrela Beta do Centauro, ela deixa ao herói a muiraquitã. Esse amuleto verde representa na narrativa:

Selecione a alternativa correta:

Gabarito e resolução comentada

Alternativa correta: D
A muiraquitã (pedra verde esculpida tradicionalmente no formato de sáurio, sapo ou tartaruga) é o grande eixo condutor (o *McGuffin* ou talismã primordial) de toda a arquitetura narrativa de Macunaíma. Doador de sorte, potência e vigor telúrico, o amuleto sintetiza a ligação orgânica e sagrada do herói com a floresta e com Ci. A sua perda posterior em combate e a necessidade de recuperá-la em São Paulo mobilizam a travessia do herói pelo país, enquanto a sua perda definitiva no epílogo sela a dissolução final do protagonista.
Dica de ouro ("Pulo do gato" para provas):
Hack do ENEM: A muiraquitã é a bússola da narrativa rapsódica. Toda a viagem de Macunaíma da floresta para a metrópole industrial (e o subsequente retorno) é motivada pela perda e tentativa de resgate desse amuleto verde ancestral.

Gabarito oculto para você praticar primeiro!

Escolha uma alternativa acimaou

As icamiabas da lenda indígena correspondiam às guerreiras sem maridos descritas pelo frade Gaspar de Carvajal no século XVI, relato que originou o nome do Rio Amazonas devido à analogia com a mitologia grega.

04
MédioEnsino Médio & ENEM

A perda do talismã e a cabeça da boiúna Capei

Ao decepar a cabeça da cobra-grande (boiúna Capei) para vingar Naipi, o herói é perseguido pela cabeça rolante do monstro e perde seu tembetá de muiraquitã na fuga. A resolução desse confronto mítico ocorre quando a cabeça de Capei:

Selecione a alternativa correta:

Gabarito e resolução comentada

Alternativa correta: A
Um dos traços fundamentais da prosa de Mário de Andrade em Macunaíma é o aproveitamento do gênero etiológico (narrativas míticas que explicam a origem dos elementos naturais, animais, acidentes geográficos e astros). Após a decapitação da boiúna Capei e a perseguição de sua cabeça voraz, a cabeça rolante sobe pelas teias tecidas pelas aranhas até fixar-se na abóbada celeste, convertendo-se na Lua. Essa poética cosmogônica demonstra como o Modernismo canibalizou o folclore e a etnoficção para refundar a literatura brasileira.
Dica de ouro ("Pulo do gato" para provas):
Hack do ENEM: Narrativas etiológicas são aquelas que explicam a gênese mítica das coisas (animais, estrelas, cachoeiras). Mário de Andrade recheia a rapsódia com essas fábulas cosmogônicas para valorizar a cosmologia dos povos indígenas.

Gabarito oculto para você praticar primeiro!

Escolha uma alternativa acimaou

No mito recontado por Mário de Andrade, o orvalho das manhãs na floresta nada mais é do que o cuspe da cabeça rolante de Capei, que continua caindo dos céus sobre as folhas da mata tropical.

05
MédioEnsino Médio & ENEM

A ruptura entre o herói modernista e o herói romântico alencariano

Ao contrapor a figura de Macunaíma ao herói indígena Peri, protagonista de O Guarani (1857), de José de Alencar, a proposta estética de Mário de Andrade se diferencia radicalmente por:

Selecione a alternativa correta:

Gabarito e resolução comentada

Alternativa correta: E
No Romantismo oitocentista, o projeto de José de Alencar concebeu Peri como um cavaleiro medieval de tez avermelhada: generoso, heroico, casto, obediente e disposto a renunciar a suas próprias crenças para salvar Cecília e os colonizadores portugueses. Em contrapartida, o Modernismo de 1922 recusa qualquer idealização benevolente e eurocêntrica: Macunaíma é lascivo, egoísta, mentiroso, medroso e brilhantemente astuto. Essa dessacralização do mito do 'bom selvagem' inaugura o anti-herói modernista, refletindo as incoerências de uma sociedade real, não estilizada.
Dica de ouro ("Pulo do gato" para provas):
Hack do ENEM: Peri (Alencar) = cavaleiro cortês, catolicizado e idealizado para a corte imperial; Macunaíma (Mário) = rapsódico, amoral, sensual, sem caráter pronto e antropófago. Essa comparação é clássica nas provas de Linguagens!

Gabarito oculto para você praticar primeiro!

Escolha uma alternativa acimaou

Mário de Andrade parodia abertamente fórmulas célebres do Romantismo. Se Alencar abria 'Iracema' com 'Verdes mares bravios da minha terra natal', Mário abre com 'No fundo do mato-virgem nasceu Macunaíma, herói de nossa gente'.

2Questões 06 a 10
5 exercícios comentados

Módulo 2: O choque com a metrópole paulistana e a máquina (Capítulos V a VIII)

Examine a transição do espaço telúrico para a voragem urbana de São Paulo nos anos 1920: a metamorfose das cores na água encantada, a constatação de que os homens viraram máquinas, o combate ao imperialismo canibal de Venceslau Pietro Pietra e a sátira às mazelas nacionais.

06
MédioEnsino Médio & ENEM

A cova de Sumé e a alegoria da mestiçagem

A caminho de São Paulo, os três irmãos banham-se na água encantada acumulada na marca da pegada do herói civilizador Sumé. Esse episódio produz uma transformação corporal na qual:

Selecione a alternativa correta:

Gabarito e resolução comentada

Alternativa correta: D
No capítulo V, a passagem pela pegada do herói civilizador mítico Sumé funciona como sátira contundente à ideologia do branqueamento e à fábula do caldeamento racial brasileiro. Macunaíma atira-se primeiro na água límpida e sai branco de olhos azuis; Jiguê, banhando-se na água já turva, fica cor de bronze (o indígena); e Maanape, encontrando apenas restos lamacentos no fundo, clareia apenas a sola dos pés e a palma das mãos, permanecendo negro. Com isso, os três irmãos passam a corporificar visualmente as três raças formadoras da nação reunidas sob o mesmo teto fraterno.
Dica de ouro ("Pulo do gato" para provas):
Hack do ENEM: A cena da cova de Sumé ironiza a tese do 'branqueamento' muito em voga na virada para o século XX. Mário de Andrade mostra que a miscigenação no Brasil não apagou as diferenças; ao contrário, reuniu as três matrizes numa fratria instável!

Gabarito oculto para você praticar primeiro!

Escolha uma alternativa acimaou

Sumé é um herói mítico tupi a quem se atribuía o ensino da agricultura e da cerâmica. Os padres jesuítas no século XVI tentaram sincretizá-lo com o apóstolo cristão São Tomé para justificar que o Evangelho já teria passado pela América.

07
FácilEnsino Médio & ENEM

O impacto da metrópole e a técnica na Pauliceia

Ao desembarcar na moderna cidade de São Paulo, a inteligência do herói fica profundamente perturbada diante dos automóveis, bondes e fábricas, levando-o à célebre formulação filosófica:

Selecione a alternativa correta:

Gabarito e resolução comentada

Alternativa correta: A
Ao penetrar no ritmo frenético de São Paulo dos anos 1920 (metrópole em acelerada industrialização e expansão de bondes e automóveis), Macunaíma elabora uma das mais argutas reflexões da literatura modernista: 'os homens é que eram máquinas e as máquinas é que eram homens'. Para o herói da floresta, a máquina adquire vida própria, fôlego e vontade quase divina (antropomorfismo da técnica), enquanto os cidadãos perderam a autonomia, a imaginação e a espontaneidade, transformando-se em autômatos repetitivos e desumanizados a serviço do capital.
Dica de ouro ("Pulo do gato" para provas):
Hack do ENEM: A inversão 'máquinas = homens' e 'homens = máquinas' dialoga com os conceitos sociológicos de alienação do trabalho e fetichismo da mercadoria. O homem moderno passa a servir ao ritmo do motor!

Gabarito oculto para você praticar primeiro!

Escolha uma alternativa acimaou

Macunaíma passa a tratar as máquinas quase como totens ou orixás mecânicos, pedindo bênção a guindastes e automóveis nas ruas paulistanas, numa fusão surrealista entre animismo arcaico e modernização acelerada.

08
MédioEnsino Médio & ENEM

Venceslau Pietro Pietra e a alegoria do imperialismo canibal

O grande antagonista da obra, Venceslau Pietro Pietra, é apresentado simultaneamente como um abastado regatão peruano colecionador de pedras e como o gigante canibal Piaimã. Do ponto de vista geopolítico e social, essa personagem alegoriza:

Selecione a alternativa correta:

Gabarito e resolução comentada

Alternativa correta: B
A personagem de Venceslau Pietro Pietra condensa duas faces: no plano folclórico, é o gigante ogro Piaimã, que cozinha carne humana em seu caldeirão; no plano histórico e sociopolítico, é o regatão acumulador de pedras preciosas instalado em palacetes luxuosos nos bairros nobres paulistanos (Pacaembu e Higienópolis). Essa dupla identidade alegoriza o capitalismo extrativista e predatório: as elites e o imperialismo financeiro internacional que pilham as riquezas autóctones (a muiraquitã) e 'devoram' literalmente a energia vital da nação e dos trabalhadores.
Dica de ouro ("Pulo do gato" para provas):
Hack do ENEM: Piaimã / Venceslau Pietro Pietra encarna a Antropofagia no sentido inverso: o grande capital estrangeiro devorando a riqueza do Brasil. Para vencer o opressor, Macunaíma terá que fazer o canibal provar do próprio caldo!

Gabarito oculto para você praticar primeiro!

Escolha uma alternativa acimaou

Mário de Andrade situou a residência do gigante canibal Piaimã em um endereço verídico da elite cafeeira de São Paulo: uma chácara na Rua Maranhão, no aristocrático bairro de Higienópolis.

09
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A macumba de Tia Ciata e o sincretismo cultural carioca

No capítulo VII, para vingar-se do gigante, Macunaíma viaja ao Rio de Janeiro e participa de uma macumba no terreiro de Tia Ciata, no Mangue. Um traço vanguardista marcante desse episódio consiste em:

Selecione a alternativa correta:

Gabarito e resolução comentada

Alternativa correta: C
No capítulo VII ('Macumba'), Mário de Andrade realiza uma das maiores fusões vanguardistas da obra: ele coloca os deuses africanos (Exu, Ogum, Oxóssi, Iemanjá) no terreiro de Tia Ciata e introduz na cena seus amigos e poetas modernistas reais (Manuel Bandeira, Raul Bopp, Jaime Ovalle, Blaise Cendrars e o próprio Mário sob a figura de 'Dona Cotinha'). Ao misturar ficção mítica, religiosidade popular de matriz africana e autoficção com a intelectualidade de vanguarda, o autor celebra a antropofagia cultural e legitima as raízes populares como matéria nobre da arte.
Dica de ouro ("Pulo do gato" para provas):
Hack do ENEM: Autoficção e quebra de fronteiras! Mário de Andrade coloca seus amigos da vanguarda de 1922 (Bandeira, Bopp e Cendrars) para bater cabeça e pedir proteção no terreiro. Isso mostra a dessacralização do intelectual burguês!

Gabarito oculto para você praticar primeiro!

Escolha uma alternativa acimaou

No ritual da macumba, Exu toma o corpo de uma mulher polaca e aplica uma sova de cipó no ar. Quilômetros de distância dali, em São Paulo, o gigante Piaimã rola de dor no chão do seu palacete sem entender quem o está surrando!

10
FácilEnsino Médio & ENEM

O encontro com Vei, a Sol e o dístico das mazelas nacionais

Após salvar Macunaíma na Baía de Guanabara, Vei, a Sol, propõe dar-lhe uma de suas filhas de luz em casamento com dote de "Europa, França e Bahia", sob a condição de fidelidade. Ao quebrar o juramento com uma portuguesa varina, o herói decreta o célebre dístico:

Selecione a alternativa correta:

Gabarito e resolução comentada

Alternativa correta: E
A frase 'Pouca saúde e muita saúva, os males do Brasil são!' tornou-se um dos mais memoráveis aforismos da literatura brasileira. Trata-se de uma paródia sarcástica da conferência proferida pelo médico Miguel Pereira em 1916, que afirmara dramaticamente ser o Brasil 'um imenso hospital' assolado pela malária, chagas e pragas agrícolas (formigas saúvas). Ao proferir esse dístico após cometer a leviandade de trair a filha de Vei com uma varina e perder a chance de ganhar o mundo, Macunaíma transfere sua própria irresponsabilidade para uma fatalidade 'estrutural' do país.
Dica de ouro ("Pulo do gato" para provas):
Hack do ENEM: 'Pouca saúde e muita saúva' resume a veia paródica de Mário de Andrade diante das grandes teses dos intelectuais oligárquicos, que culpavam as doenças tropicais e as formigas pelo atraso nacional em vez das desigualdades sociais.

Gabarito oculto para você praticar primeiro!

Escolha uma alternativa acimaou

A traição do herói tem consequências cósmicas: casar com a filha do Sol daria a Macunaíma a imortalidade e o domínio sobre todas as terras da Terra; ao perder a noiva solar, ele sela seu destino biológico de envelhecimento e ruína.

3Questões 11 a 15
5 exercícios comentados

Módulo 3: Paródia linguística, nacionalismo e sátira social (Capítulos IX a XIII)

Analise a ousadia formal e a paródia modernista: o bilinguismo denunciado no estilo bacharelesco da carta às amazonas, o confronto astronômico com os discursos cívicos oficiais, a subordinação financeira ao capital britânico e as artimanhas picarescas da oralidade popular.

11
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A 'Carta pras Icamiabas' e a duplicidade da língua nacional

O capítulo IX ("Carta pras Icamiabas") rompe com a dicção rapsódica anterior e adota um estilo parnasiano, arcaizante, bacharelesco e hipercorreto. O efeito crítico-estético dessa mudança estilística visa:

Selecione a alternativa correta:

Gabarito e resolução comentada

Alternativa correta: D
A célebre 'Carta pras Icamiabas' é o momento de mais refinada sátira metalinguística de Macunaíma. Nela, o herói escreve às suas súditas na floresta empregando o linguajar gongórico, hipercorreto, lusitanizante e bacharelesco dos juristas e parnasianos da Belle Époque. Mário de Andrade usa esse pastiche para expor o ridículo do elitismo letrado brasileiro, sintetizado na célebre observação de Macunaíma sobre os habitantes de São Paulo: eles 'falam numa língua e escrevem noutra'. O abismo entre a norma culta engravatada e o português vivo da oralidade é colocado a nu.
Dica de ouro ("Pulo do gato" para provas):
Hack do ENEM: 'Falam numa língua e escrevem noutra!' Guarde essa frase! Ela denuncia a duplicidade da sociedade brasileira: uma língua real (oral, dinâmica, sincrética) e uma língua oficial postiça (fria, parnasiana e bacharelesca).

Gabarito oculto para você praticar primeiro!

Escolha uma alternativa acimaou

Para compor a carta, Mário de Andrade consultou dicionários arcaicos e textos quinhentistas, empregando construções como 'mesuras', 'profligar', 'donzelas polutas' e 'meretrizes de São Paulo', criando um cômico contraste com a malandragem do herói.

12
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A disputa astronômica e a ressignificação do Cruzeiro do Sul

No capítulo X, diante de um discurso patriótico pomposo no Ipiranga exaltando as quatro estrelas do Cruzeiro do Sul, Macunaíma sobe na estátua e contesta o orador aos gritos de "Não é não!". O herói afirma ao povo que aquela constelação representa:

Selecione a alternativa correta:

Gabarito e resolução comentada

Alternativa correta: A
Durante as comemorações cívicas da 'Festa do Cruzeiro' no Ipiranga, um tribuno ufanista faz discurso arrebatado glorificando a constelação do Cruzeiro do Sul como símbolo máximo do patriotismo católico e estatal. Macunaíma desestabiliza a solenidade cívica proclamando a lenda etnográfica ameríndia: aquele conjunto estelar não é cruz nenhuma, mas sim Pauí-Pódole, o Pai do Mutum, que subiu aos céus auxiliado por vaga-lumes para escapar das ferroadas das saúvas da terra. O herói desmonta o nacionalismo oficial das elites através da mitologia ancestral silenciada.
Dica de ouro ("Pulo do gato" para provas):
Hack do ENEM: Esse episódio é um exemplo primoroso de 'choque cultural'. O discurso cívico oficial (branco, eurocêntrico e solene) é interrompido pelo riso desbocado e pela astronomia mítica dos povos originários.

Gabarito oculto para você praticar primeiro!

Escolha uma alternativa acimaou

Na lenda de Pauí-Pódole, a pequena estrela isolada da constelação (a 'Intrometida') é uma formiga que conseguiu grudar na cauda da ave e subiu junto para os céus, brilhando teimosamente ao lado do mutum!

13
FácilEnsino Médio & ENEM

A disputa dos anzóis e a sátira ao capital financeiro

Ao deparar-se com um inglês pescando com anzóis modernos de aço na lagoa, Macunaíma transforma-se sucessivamente em peixe para furtar-lhe os anzóis. Ao final da disputa cômica marcada por diálogos telegráficos ("– Dá peixe pra mim, seu Yes? – All right"), o herói decide:

Selecione a alternativa correta:

Gabarito e resolução comentada

Alternativa correta: C
O cômico encontro de Macunaíma com o pescador inglês ('seu Yes') encena a presença maciça dos interesses econômicos da Grã-Bretanha no Brasil das primeiras décadas republicanas (bancos, estradas de ferro e empréstimos da dívida externa). Diante da incapacidade de derrotar plenamente o gringo e cansado da disputa pelos anzóis, o herói opera um passe de mágica e transforma o homem inglês diretamente no 'London Bank'. A metamorfose funde o indivíduo humano na instituição financeira, denunciando que a presença imperialista britânica operava como uma máquina impessoal de extração bancária.
Dica de ouro ("Pulo do gato" para provas):
Hack do ENEM: Transformação homem = instituição capitalista! Mário de Andrade utiliza o realismo maravilhoso e o nonsense para ilustrar como o capital financeiro britânico ('The London & River Plate Bank') dominava a infraestrutura e as finanças da República Velha.

Gabarito oculto para você praticar primeiro!

Escolha uma alternativa acimaou

Na década de 1920, 'Seu Yes' era o apelido satírico e popular atribuído aos engenheiros e executivos britânicos que trabalhavam na ferrovia 'São Paulo Railway' (a 'Inglesa') e na São Paulo Tramway, Light and Power Company.

14
MédioEnsino Médio & ENEM

O aprisionamento no igarapé e os enigmas da cultura popular

A captura de Macunaíma pela caapora carnívora Ceiuci e sua posterior libertação graças à filha mais nova da monstra estruturam-se sobre um repertório da cultura popular tradicional. Para conseguir escapar, o herói é desafiado a decifrar:

Selecione a alternativa correta:

Gabarito e resolução comentada

Alternativa correta: B
O episódio com a caapora Ceiuci recupera uma das manifestações mais expressivas da cultura popular brasileira: as adivinhas de duplo sentido e picardia verbal. Para não ser devorado, Macunaíma decifra charadas maliciosas sobre alimentos e tarefas rotineiras. Mário de Andrade valoriza o riso carnavalesco e desbocado do povo, rompendo com o moralismo puritano da literatura canônica tradicional.
Dica de ouro ("Pulo do gato" para provas):
Hack do ENEM: Oralidade sem censura! No Modernismo de 22, a picardia verbal e o humor popular não são 'vulgaridades', mas manifestações genuínas da cultura viva da nação que a literatura culta anterior insistia em silenciar.

Gabarito oculto para você praticar primeiro!

Escolha uma alternativa acimaou

Na mitologia recolhida por Koch-Grünberg, a velha Ceiuci é a mãe do mal e corresponde no firmamento às estrelas Plêiades, que perseguem o herói pelas estações do ano.

15
FácilEnsino Médio & ENEM

O golpe do micura e a malandragem urbana

No capítulo XII, o mascate "tequeteque" vende a Macunaíma um gambá (micura) convencendo-o de que o bicho expelia moedas de prata de dois mil-réis. Esse episódio retrata no universo da narrativa:

Selecione a alternativa correta:

Gabarito e resolução comentada

Alternativa correta: E
O episódio do mascate ambulante ('tequeteque') insere Macunaíma na grande tradição da novela picaresca (o pícaro que vive de expedientes e astúcias). Seduzido pela promessa de dinheiro abundante sem precisar trabalhar (o sonho de um bicho que expelia moedas), Macunaíma compra o gambá e convida todo mundo para testemunhar o milagre monetário, apenas para ser ridicularizado quando o animal expele dejetos ordinários e sem nenhum valor. O herói malandro cai na lábia de um malandro ainda mais experiente, ilustrando a voracidade mercantil e as armadilhas da vida urbana.
Dica de ouro ("Pulo do gato" para provas):
Hack do ENEM: Malandro enganado por malandro! Macunaíma segue o arquétipo do pícaro. Em São Paulo, sua malandragem da floresta esbarra na malandragem mercantil da cidade capitalista, gerando situações cômicas de desilusão.

Gabarito oculto para você praticar primeiro!

Escolha uma alternativa acimaou

Mário de Andrade utilizava o termo sonoro 'tequeteque' para descrever o barulho ritmado dos passos do mascate com sua mala de mascatear ou a máquina de costura portátil pelos paralelepípedos paulistanos.

4Questões 16 a 20
5 exercícios comentados

Módulo 4: O triunfo trágico, a desagregação e o epílogo (Capítulos XIV a XVII e Epílogo)

Aprofunde o desfecho da rapsódia modernista: a liquidação grotesca do gigante devorador, a colagem anacrônica da história pátria, a mutilação corporal nas águas amazônicas, o brilho inútil da constelação celeste e o manifesto de fundação da língua literária brasileira.

16
FácilEnsino Médio & ENEM

O desfecho de Venceslau Pietro Pietra na macarronada

O confronto derradeiro entre Macunaíma e Piaimã ocorre na mansão da Rua Maranhão em torno do balanço de cipó de japecanga. O herói vence o monstro fazendo-o cair no tacho fervente de polenta e macarronada, tendo como última fala do gigante:

Selecione a alternativa correta:

Gabarito e resolução comentada

Alternativa correta: E
A morte de Venceslau Pietro Pietra é o ápice do riso carnavalesco e da antropofagia na obra. Ao enganar o gigante no jogo do balanço de cipó, Macunaíma empurra Piaimã direto para dentro da enorme caldeira fervente na qual o próprio monstro planejava cozinhá-lo com molho de tomate e massa. Cozinhando vivo em seu próprio banquete culinário ítalo-canibal, o gigante não expressa dor trágica nem remorso ético; sua última exclamação grotesca é 'Falta queijo!'. O devorador é finalmente devorado pela comida que preparava, recuperando a muiraquitã para o herói.
Dica de ouro ("Pulo do gato" para provas):
Hack do ENEM: 'Falta queijo!' é a máxima expressão da estética do grotesco e da Antropofagia. O colonizador capitalista que devorava o povo acaba sendo cozido na própria macarronada que preparava!

Gabarito oculto para você praticar primeiro!

Escolha uma alternativa acimaou

O cipó de japecanga usado no balanço é uma planta medicinal tradicional do Brasil. Mário de Andrade insere botânica brasileira para servir de instrumento na vitória sobre a opulência dos palacetes burgueses.

17
DifícilEnsino Médio & ENEM

O anacronismo mítico e a fusão de tempos históricos

Durante o regresso ao Uraricoera, Macunaíma cruza o território nacional e depara-se de forma surrealista com personagens de séculos distintos, como o colonizador João Ramalho (século XVI), o padre voador Bartolomeu de Gusmão (século XVIII) e o inventor Hercules Florence (século XIX). Esse recurso estético fundamenta-se:

Selecione a alternativa correta:

Gabarito e resolução comentada

Alternativa correta: C
A estrutura temporal de Macunaíma é uma das inovações de vanguarda mais ousadas do Modernismo: a simultaneidade estética. Mário de Andrade rompe radicalmente com o tempo cronológico positivista (século XVI -> XVII -> XVIII -> XIX -> XX). Para o autor, no inconsciente e na identidade da nação brasileira, todos os tempos históricos e espaços geográficos coexistem simultaneamente: o herói pode cruzar com João Ramalho, conversar com o Padre Gusmão e telefonar no mesmo parágrafo. O tempo da rapsódia é o tempo do mito, da memória poética e do sonho.
Dica de ouro ("Pulo do gato" para provas):
Hack do ENEM: Tempo mítico e simultaneidade! Em Macunaíma, a geografia e a história do Brasil são maleáveis como borracha. O herói dá uma pernada e vai de Roraima a São Paulo; dá outra e atravessa quatrocentos anos de história!

Gabarito oculto para você praticar primeiro!

Escolha uma alternativa acimaou

Assim como o tempo, a geografia é flexível: no caminho de volta à Amazônia, Macunaíma chuta a Ilha de Marajó para o meio do mar e molda rios com as mãos, agindo como um demiurgo brincalhão sobre a paisagem do país.

18
DifícilEnsino Médio & ENEM

A armadilha final da Uiara e a perda definitiva dos tesouros

De volta à tapera abandonada no Uraricoera, Macunaíma cai no golpe fatal arquitetado pela vingança de Vei, a Sol. Atraído pela visão sedutora da Uiara no fundo do lagoão, o herói atira-se às águas e é devorado pelas piranhas e pelo monstro Ururau. Essa tragédia final acarreta:

Selecione a alternativa correta:

Gabarito e resolução comentada

Alternativa correta: D
O desfecho de Macunaíma é marcadamente melancólico e trágico. Enganado pela miragem da Uiara (enviada pela vingança implacável de Vei, a Sol), o herói se joga no lago escuro. O monstro aquático Ururau e as piranhas carnívoras atacam o herói, infligindo-lhe ferimentos severos e arrancando-lhe uma perna. Para cúmulo do infortúnio, a cobiçada muiraquitã escorrega de suas mãos e afunda para sempre no lodo do fundo do rio. Todo o esforço de ir a São Paulo e resgatar o talismã resulta em perda total: mutilado e despojado de suas origens, resta ao herói apenas o vazio.
Dica de ouro ("Pulo do gato" para provas):
Hack do ENEM: A perda da muiraquitã no final simboliza a perda da própria essência e do projeto nacional: o Brasil corre o risco de não se encontrar, perdendo suas raízes no abismo da história se não souber construir um destino autônomo!

Gabarito oculto para você praticar primeiro!

Escolha uma alternativa acimaou

Ao sair do rio sem uma das pernas, Macunaíma junta-se a uma galeria de heróis mutilados da mitologia universal (como Édipo e Hefesto), simbolizando a imperfeição constitutiva da condição humana e nacional.

19
MédioEnsino Médio & ENEM

A catasterização final e o destino cósmico do herói

Destituído de sua gente, do amuleto e de suas forças, o herói capenga grava na pedra a frase "NÃO VIM NO MUNDO PARA SER PEDRA", escala o cipó e ascende ao campo vasto do céu para transformar-se na constelação da Ursa Maior. Do ponto de vista existencial e simbólico, essa metamorfose final representa:

Selecione a alternativa correta:

Gabarito e resolução comentada

Alternativa correta: A
A subida de Macunaíma ao firmamento para virar a Ursa Maior encerra a trajetória do herói numa chave de extrema melancolia lírica. Ao recusar converter-se em pedra estática na terra ('Não vim no mundo para ser pedra'), o herói opta pela evasão cósmica. No céu, porém, sua existência transforma-se num 'brilho bonito mas inútil': ele passa as noites solitárias 'banzeando' (com saudade e tédio), sem calor, sem amores e sem povo. É a metáfora do intelectual ou da própria identidade brasileira que brilha em potencial poético, mas não consegue consolidar uma civilização justa na realidade concreta.
Dica de ouro ("Pulo do gato" para provas):
Hack do ENEM: 'Brilho bonito mas inútil' e 'Não vim no mundo para ser pedra'. Macunaíma prefere a estrela solitária à matéria imóvel, mas sua ascensão é um exílio: a floresta fica vazia, sem gente e sem memória!

Gabarito oculto para você praticar primeiro!

Escolha uma alternativa acimaou

A constelação da Ursa Maior situa-se no hemisfério celestial norte, sendo pouco visível na maior parte do Brasil, exceto no extremo norte amazônico (Roraima) — exatamente onde se localiza o Rio Uraricoera.

20
DesafioEnsino Médio & ENEM

O narrador do epílogo e a 'fala impura' da rapsódia modernista

(ENEM - Adaptada) No "Epílogo" da obra, o narrador revela ter encontrado no deserto do Uraricoera um papagaio verde de bico dourado que guardava na memória os casos do herói após o extermínio de toda a tribo. O narrador declara: "E o homem sou eu, minha gente, e eu fiquei pra vos contar a história. Por isso que vim aqui. Me acocorei em riba destas folhas, catei meus carrapatos, ponteei na violinha e em toque rasgado botei a boca no mundo cantando na fala impura as frases e os casos de Macunaíma, herói de nossa gente". O emprego da expressão "fala impura" sintetiza o projeto modernista de 1922 ao propor:

Selecione a alternativa correta:

Gabarito e resolução comentada

Alternativa correta: B
No célebre Epílogo de Macunaíma, Mário de Andrade revela a engrenagem metaliterária da sua rapsódia. O narrador-rapsodo (aquele que costura os cantos da memória coletiva) ouve o papagaio falador que preservou a história do povo extinto e, de posse da violinha sertaneja e catando carrapatos, canta para nós na 'fala impura'. Essa 'fala impura' é a declaração de independência da língua brasileira: uma língua que acolhe com orgulho as misturas de sintaxe, o vocabulário ameríndio, as matrizes africanas, os regionalismos caipiras e gaúchos e os desvios da oralidade que os puristas consideravam 'erros'. Trata-se da fundação estética da prosa modernista brasileira.
Dica de ouro ("Pulo do gato" para provas):
Hack do ENEM: 'Fala impura' = Língua Brasileira Modernista! Mário de Andrade miscigenou o idioma de Norte a Sul para criar uma literatura que finalmente tivesse a cara, a voz e o ritmo do povo brasileiro!

Gabarito oculto para você praticar primeiro!

Escolha uma alternativa acimaou

Mário de Andrade inspirou-se na lenda de Alexander von Humboldt sobre a tribo ature, extinta pelos caribes, cuja língua desaparecida sobreviveu apenas porque um papagaio continuava repetindo suas palavras pelas árvores da selva amazônica.

Fim da atividade • ensino médio & fundamental

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Victor Gomes — Tecnólogo, Especialista em Produtos Digitais e UX aplicada à Educação
Sobre o autorNikoQuiz Educação

Victor Gomes

Tecnólogo, Especialista em Produtos Digitais e UX aplicada à Educação • Tecnologia & inovação educacional

Criador do NikoQuiz, atua no desenvolvimento de soluções digitais combinando arquitetura de informação, experiência do usuário (UX) e design instrucional aplicado à educação básica e preparatória. Após anos liderando projetos de tecnologia e produtos digitais, canalizou essa expertise técnica para modernizar o aprendizado escolar, rompendo com o modelo passivo de PDFs estáticos e gabaritos sem justificativa.

À frente da plataforma, coordena a engenharia de dados e a arquitetura interativa das atividades, garantindo que cada simulado una usabilidade intuitiva, engajamento cognitivo e feedback resolutivo imediato para estudantes, famílias e educadores.

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