Tarsila do Amaral (1886–1973) é a principal figura das artes visuais do Modernismo brasileiro, responsável por traduzir plasticamente o projeto de refundação cultural que redefiniu a identidade nacional no século XX. Integrante do célebre Grupo dos Cinco — ao lado de Anita Malfatti, Oswald de Andrade, Mário de Andrade e Menotti del Picchia —, Tarsila absorveu em Paris o aprendizado com mestres do cubismo como Fernand Léger e André Lhote, aplicando essa síntese formal à paisagem, às cores e ao imaginário popular do Brasil. Sua trajetória divide-se em fases marcantes: o aprendizado formativo com obras fundadoras como A Negra (1923), o lirismo telúrico da Fase Pau-Brasil (1924) e a revolução vanguardista da Fase Antropofágica (1928–1929), inaugurada pela icônica tela Abaporu, que inspirou Oswald de Andrade a redigir o Manifesto Antropófago.
Na década de 1930, impactada pela Crise de 1929 e por sua viagem à União Soviética, Tarsila inaugurou sua Fase Social, culminando na monumental obra Operários (1933), marco pioneiro da representação do proletariado fabril e da diversidade étnica da industrialização paulista. Cobrada de forma sistemática no ENEM e nos principais vestibulares do país pela interdisciplinaridade entre História da Arte, Literatura e Sociologia, a produção de Tarsila é analisada nestes 20 exercícios comentados com gabarito oficial passo a passo, desenvolvendo a leitura semiótica de imagens, o contexto vanguardista e as competências da BNCC (EM13LGG101 e EM13LGG102).