O romance regionalista despontou na segunda metade do século XIX como parte fundamental do projeto literário de consolidação da identidade nacional brasileira pós-independência. Ao voltar os olhos para o interior do país e afastar-se do cosmopolitismo dos salões da corte imperial, escritores como José de Alencar, Visconde de Taunay, Franklin Távora e Bernardo Guimarães empenharam-se em cartografar os costumes, os falares, os hábitos e as paisagens características dos sertões, dos pampas e das serras. Por meio do recurso estético da cor local, figuras como o vaqueiro, o gaúcho e o sertanejo foram elevadas a expressões representativas da bravura e da autenticidade da terra, ainda que estruturadas sob a perspectiva idealizante própria da imaginação romântica.
O estudo aprofundado do romance regionalista é recorrente no ENEM e nos grandes vestibulares, que frequentemente solicitam a comparação crítica entre a exaltação heroica dos tipos regionais do Romantismo e o posterior neorregionalismo realista e denunciador do Modernismo de 30. Ao resolver estes 20 exercícios comentados com gabarito, você revisará temas fundamentais de obras canônicas como Inocência, O Sertanejo, Til e O Cabeleira, explorando as convenções do patriarcado rural, as escolhas de linguagem e as matrizes culturais que fundamentam as habilidades da área de Linguagens e suas Tecnologias da BNCC.